2 de ago de 2010

Cá estamos

Sempre tive o costume de guardar coisas: colecionei embalagens de cigarros, latas de cerveja, réplicas de dinheiro estrangeiro, bolinha de gude...dentre outras coleções. Explicar o porquê dessa mania - guardar - nunca soube. Recordar, talvez. A nostalgia é parte de nossa existência, e sempre - sempre mesmo - o mais antigo será melhor que o atual (o que não necessariamente é verdade). O caso é que, em determinada época, desfiz-me das minhas coleções. Porque não queria mais, ou porque ocupava espaço, ou ainda pra economizar trabalho nas mil e uma mudanças de residência pelas quais já passei. Cada perda com seu motivo. Mas acho que o principal deles é que a coisa ia ficando velha, obsoleta e não fazia mais sentido me prender àquilo. O cheiro do pó já incomodava um pouco. Os cupins, as traças...chega!!! Era preciso desocupar o relicário para a chegada do novo. Assim, as embalagens de cigarro cederam vaga às latas de cerveja; estas, por sua vez, se mudaram para a entrada das "notas de dinheirinho" - que logo viraram bolinhas, figurinhas e afins.


Agora, em 2010, já não tenho nenhuma delas. Contudo, tenho colecionado livros, textos, palavras - como aquelas do outro blog:
Envelheceram com ciúmes das novatas que poderiam chegar até lá.

Mas as velhinhas não me deixaram mostrar o novo. Me prenderam neste asilo e a partir de então não consegui trazer nenhuma moradora nova. Resolvi fugir!!!! para um outro lugar. Respirar aqui. Me sentir como um pirralho que tem vontade de fazer a lição de casa porque ganhou material novo.

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