21 de nov de 2010

P.A do invisível


Pela rua, passa a roupa.
Passa a moça, passa o ruge.
Passa o terno e a gravata.
Passa gato, passa cão.
Passa puta ignorada.
Passa a mãe, passa o pai. Passa o pão na mão da mãe.
Passa toda a meninada.
O poder passa.
Passa chefe e a patroa
O olho alheio (quando passa).
Passa mesmo. Até o nada.
O gari, coitado, para.

Conta:
(1; 2; 3;...n; n+1;
nenhum)

...[...]...

Um olá não passa.
Um sorriso não passa.
Um bom dia não passa.

O gari passa o dia

varrendo o feno
na cidade fantasma.

(in Colírio)
.
.

2 comentários:

  1. Acho que quando estou pra viajar pra Cataguases tudo lembra o ritmo do trem, bom, foi o ritmo que encontrei aqui ;)

    Abraços amigo!

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  2. De fato ele esta aí...mas cessa quando o gari PARA!

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